sexta-feira, 19 de outubro de 2018

USP e UFSCar criam ferramenta que detecta fake news

Protótipo pode ser acessado tanto pelo computador quanto pelo WhatsApp e tem 90% de precisão

WHATSAPP (FOTO: JAN PERSIEL/FLICKR)

De acordo com a última edição do Digital News Report, organizado pelo Instituto Reuters, 66% dos brasileiros utilizamm as redes sociais para encontrar as notícias que o manterão informado. Uma porcentagem ainda maior, de 85%, se diz preocupada em relação ao que é verdade ou mentira na internet — o que colocou os brasileiros no topo da lista entre os 37 países que participaram da pesquisa.

Pensando nisso e em como o WhatsApp, fonte de notícias para 48% dos entrevistados, está mexendo com a nossa cabeça nestas eleições, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) se reuniram para desenvolver um protótipo de detector de fake news. A ferramenta pode ser acessada via web ou pelo WhatsApp.

A iniciativa rendeu a publicação de um artigo e está ancorado em diversos projetos de pós-graduação, como o de Roney Lira, doutorando do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP.

Orientado pelo professor Thiago Pardo, o pesquisador piauiense partiu do princípio de que, quando uma pessoa está contando uma mentira, a forma de se expressar e de escrever um texto é afetada.

Por isso, ao longo de quatro meses, os pesquisadores reuniram 3,6 mil textos completamente falsos e outros 3,6 mil genuinamente verdadeiros. A partir disso, eles usaram uma série de códigos para identificar os principais padrões linguísticos de cada tipo de texto.
PESQUISADORES DESENVOLVEM A FERRAMENTA NO LABORATÓRIO DO NILC (NÚCLEO INTERINSTITUCIONAL DE LINGUÍSTICA COMPUTACIONAL) (FOTO: DENISE CASATTI – ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO ICMC/USP)

Verdade x Mentira

Os erros ortográficos estão presentes em 36% das notícias falsas, enquanto aparecem em apenas 3% dos textos verídicos. As fake news também costumam apresentar frases mais curtas do que as notícias verdadeiras: as médias são de 15,3 e 21,1 palavras por sentença respectivamente.

Notícias verdadeiras também usam uma quantidade ligeiramente maior de substantivos, adjetivos, advérbios e pronomes. Ainda assim, o uso de adjetivos que apelam para o lado emocional do leitor é uma marca das fake news. "Geralmente são adjetivos 'fortes', sentimentais — o que não costuma acontecer em notícias verdadeiras", explica Lira.

"Também há os casos do uso de verbos auxiliares, que não passam confiança para a matéria", afirma o pesquisador. "Se o autor escreve 'pode ter tido um acidente', isso significa que não é algo que aconteceu de verdade."

Apesar disso, as fake news apresentam um vocabulário mais diverso. “Nossa hipótese é a de que o enganador — o autor de notícias falsas — tenta explicar a mesma coisa com palavras diferentes; ao contrário de uma notícia verdadeira, onde o jornalista informa o leitor de forma direta”, explica Roney.

CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DE NOTÍCIAS FALSAS E VERDADEIRAS, SEGUNDO ESTUDO DESENVOLVIDO PELO NILC-USP (ARTE: FERNANDO MAZZOLA)

Próximos passos

Agora que o protótipo do projeto já está no ar, os pesquisadores pretendem aprimorar o banco de dados e a precisão da ferramenta. Equilibrar a quantidade de textos entre os temas encontrados nessa primeira versão é um dos primeiros passos. "Futuramente a gente pretende ampliar esse banco para balancear essa base", afirma Lira.

Política (58%), TV e celebridades (21,4%), e sociedade e cotidiano (17,7) são os assuntos mais recorrentes nos textos coletados entre dezembro de 2017 e março de 2018. Outros temas que também aparecem são ciência e tecnologia (1,5%), economia (0,7%) e religião (0,7%).

Outra melhoria que está no horizonte dos pesquisadores é a checagem de fatos automática. "Precisamos criar algo que seja capaz de selecionar uma parte da notícia e compará-la com dados disponíveis em sites confiáveis", propõe Lira. "Hoje em dia, há diversos veículos especializados em fact-checking, mas todo o trabalho é feito manualmente. O desafio é automatizar essa tarefa e sem perder a acurácia."

A versão atual apresentou 90% de precisão nos testes, sendo que ainda pode gerar avaliações equivocadas sobre artigos opinativos e notícias parcialmente falsas.

NÚCLEO INTERINSTITUCIONAL DE LINGUÍSTICA COMPUTACIONAL (FOTO: DENISE CASATTI – ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO ICMC/USP)

Saiba como utilizar a ferramenta*


2. Em seu smartphone, uma janela de troca de mensagens do aplicativo se abrirá automaticamente com a segunte mensagem: “Nilc-FakeNews”.

3. Aperte a tecla enviar. Você receberá outra mensagem: “Olá! Seja bem-vindo ao detector de fake news do NILC-USP – Detecção Automática de Notícias Falsas para o Português! O sistema irá utilizar o modelo de detecção para avaliar se a notícia é falsa ou verdadeira. Insira o corpo de uma notícia.”

4. Utilize o texto completo da notícia, que deve conter, no mínimo, 100 palavras. A ferramenta não analisa títulos.

5. Se o sistema identificar sinais de que o texo seja uma notícia falsa, ele alertará: “Essa notícia pode ser falsa. Por favor, procure outras fontes confiáveis antes de divulgá-la”.

Como identificar fake news?

Além das características citadas pela pesquisa, outros aspectos são comuns em notícias falsas. Confira as dicas da Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias (IFLA) para identificar e evitar fake news:

- Verifique se a fonte é confiável: quais são suas missões, trajetória e contatos?
- Leia a notícia completa. Títulos são apenas um resumo de uma história e podem ser clickbait.
- Pesquise sobre o autor do texto. Ele é confiável? Ele é real?
- Clique nos links que baseiam o texto e cheque se o conteúdo condiz com a história contada.
- Preste atenção na data em que a notícia foi publicada. Notícias podem ser "ressuscitadas" na internet e colocadas fora do contexto em que foram criadas.
- Certifique-se de que não se trata de um texto sarcástico ou irônico.
- Considere se as suas crenças e valores podem afetar o seu julgamento.
- Consulte uma fonte especializada.

DICAS DA FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE ASSOCIAÇÕES E INSTITUIÇÕES BIBLIOTECÁRIAS (IFLA) PARA IDENTIFICAR FAKE NEWS. (FOTO: IFLA)

*Com informações da Assessoria de Comunicação do ICMC/USP.

*Edição de Thiago Tanji 


Fonte: revistagalileu.globo.com

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Novo golpe usa site pornô e e-mail falso para chantagear usuários

Hackers pedem quase R$ 3 mil em moedas virtuais; saiba tudo sobre o golpe

Hackers estão aplicando um novo golpe para chantagear usuários de sites de conteúdo adulto em troca de dinheiro, segundo relato do Bleeping Computer na última sexta-feira (12). Os criminosos enviam um e-mail que demanda um depósito de US$ 800 (cerca de R$ 2.900 em conversão direta) em Bitcoins para, em troca, não divulgar dados pessoais da vítima. A mensagem alega que um malware foi instalado no PC durante o acesso a sites de pornografia e, além de contas bancárias e de redes sociais, o golpista teria posse também de imagens da pessoa enquanto assistia a vídeos dessas páginas.

Essa ação é conhecida como sextorsão (uma mistura das palavras sexo e extorsão) e não é novidade no ambiente virtual. Em julho e agosto, esse formato de golpe surgiu com algumas diferenças: o primeiro era convincente por conter uma senha da vítima na mensagem; já o segundo, continha o número de celular. Entretanto, dessa vez os hackers alegam ter invadido a conta de e-mail ao enviarem uma mensagem a partir do correio eletrônico da própria vítima.

Golpe chantageia vítimas a depositarem dinheiro para que não tenham supostas imagens divulgadas — Foto: Reprodução/Pond5

Os especialistas não especificaram como os hackers por trás do golpe são capazes de enviar mensagens a partir do e-mail da vítima, mas afirmaram ao site Bleeping Computer que problemas do gênero poderiam ser evitados pelos próprios provedores de e-mail. Segundo o pesquisador de segurança conhecido no Twitter como SecGuru, o uso de registros DNS, como os sistemas de validação SPF (Sender Policy Framework) e DMARC (Message Authentication, Reporting e Conformance) baseados em domínio, podem dificultar as falsificações de endereços eletrônicos.

"Se não houver boas implementações de SPF e DMARC, e o servidor de recebimento de e-mails não bloquear adequadamente os e-mails de falsificação, todos os clientes estarão vulneráveis”, explicou o pesquisador ao site Bleeping Computer. O golpe está se espalhando na Internet em duas versões: uma em inglês e outra em holandês. Só na Holanda, os criminosos já conseguiram obter mais de 40 mil euros (aproximadamente R$ 173.500) com o golpe.

Como a sextorsão ocorre

Normalmente, o título do e-mail é “[endereço do e-mail da possível vítima] + 48 hours to pay" (48 horas para pagar, em tradução livre). Como o golpista supostamente envia o conteúdo da caixa de saída do usuário, a vítima costuma acreditar na mensagem. O criminoso diz fazer parte de um grupo internacional de hackers e afirma ter acesso a todas as suas contas e senhas.




Versão em inglês do e-mail enviado por hackers — Foto: Reprodução/ Bleeping Computer

Para dar mais veracidade, o hacker afirma que o usuário foi infectado entre determinado período de tempo, enquanto acessava um site de pornografia. Ele informa ainda que possui gravações das ações da vítima enquanto ela consumia o conteúdo da tal página. Para apagar os supostos dados e impedir que as imagens sejam divulgadas para amigos e familiares, os golpistas solicitam o pagamento de US$ 800 em moedas virtuais em até 48 horas, por meio de um endereço informado no e-mail.

Muitas vítimas acabam cedendo à pressão e fazem o depósito, pelo medo de que a mensagem seja verdadeira. No entanto, tudo não passa de um blefe, porque os hackers não têm, de fato, acesso aos dados desses usuários. Portanto, a recomendação dada pelos especialistas é que, caso alguém receba a mensagem, exclua o e-mail e, em seguida, execute uma verificação completa no computador usando um antivírus.

Por Taysa Coelho, para o TechTudo

Fonte: Tech Tudo

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Facebook hackeado: como saber se os seus dados vazaram no ataque

Rede social permite descobrir se sua conta foi afetada e quais dados foram expostos

O Facebook disponibilizou uma página de suporte que permite descobrir se o seu perfil foi afetado pelo recente vazamento de dados, que afetou cerca de 30 milhões de usuários. A rede social informa que ainda está investigando o caso, mas já é possível verificar se a sua conta foi atingida e, em caso positivo, saber quais informações foram expostas.

Após a descoberta da vulnerabilidade, como medida de segurança, o Facebook finalizou a sessão de milhões de pessoas, que precisaram fazer login novamente no celular, PC e até mesmo em aplicativos terceiros – como o Tinder. Entretanto, nem todos os usuários que tiveram a sua sessão encerrada foram afetados. Confira, no tutorial a seguir, como fazer a verificação no seu perfil.

Descubra se os seus dados pessoais do Facebook vazaram — Foto: Melissa Cruz/TechTudo

Passo 1. Acesse facebook.com/login e entre na sua conta.

Faça o login com a sua conta do Facebook — Foto: Reprodução/Raquel Freire

Passo 2. Em seguida, abra a página de suporte sobre o vazamento de dados (facebook.com/help/securitynotice).

Página criada pelo Facebook para que usuários descubram se seus dados foram vazados — Foto: Reprodução/TechTudo

Passo 3. Role a tela até a seção "Is my Facebook account impacted by this security issue?" (quadro em azul claro). Existirão duas possibilidades:

A frase "your Facebook account has not been impacted" indica que a sua conta não foi afetada.

Exemplo de conta não afetada — Foto: Reprodução/Helito Beggiora

Caso contrário, o Facebook mostrará quais dados foram expostos. No exemplo da imagem, a rede social informa que o nome, endereço de e-mail e telefone vazaram. Por outro lado, o hacker não teve acesso a senhas e cartão de créditos cadastrados.

Exemplo de conta afetada — Foto: Reprodução/Lifehacker

Por Helito Beggiora, para o TechTudo
Fonte:Tech Tudo

Internet das Coisas: quatro usos da tecnologia já disponíveis no Brasil

Aos poucos, mercado brasileiro vem recebendo produtos que tornam a casa smart

A Internet da Coisas (IoT) ainda não emplacou no Brasil, diferente do que já acontece nos Estados Unidos, que conta com grande oferta de produtos e tecnologias para comprar. Entretanto, o mercado nacional já tem opções para quem deseja adquirir dispositivos conectados para ajudar no dia a dia.

Entre os aparelhos à venda no mercado nacional estão uma máquina de lavar capaz de sugerir o modo ideal de lavagem e uma lâmpada que sincroniza a cor de acordo com filmes e músicas. Confira a seguir quatro eletrônicos conectados que deixam sua casa inteligente e podem ser encontrados no Brasil.

Philips Hue Ambiance Starter Kit — Foto: Divulgação/ Philips

Lâmpada inteligente

O Philips Hue Ambiance Starter Kit conta com três lâmpadas e uma ponte Hue. O conjunto deixa o usuário personalizar a iluminação de casa por meio do celular Android ou iPhone (iOS), tablet ou smartwatch. O sistema é compatível com até 50 lâmpadas e permite automatizar as ações de ligar e desligar as luzes. É possível, por exemplo, selecionar uma mudança de iluminação gradual para despertar pela manhã ou para acender à noite, a fim de não deixar um animal de estimação sozinho no escuro.

Segundo a fabricante, são 16 milhões de opções de cores, sendo o acessório capaz de sincronizar e alterar os tons de acordo com filmes e músicas ambientes. Com conectividade Wi-Fi, os dispositivos podem ser controlados mesmo fora de casa e, ainda assim, prometem consumir cinco vezes menos energia que as lâmpadas halógenas tradicionais. O kit pode ser encontrado no Brasil por R$ 1.299.

Máquina de lavar conectada

A Lava & Seca QDrive, da Samsung, promete acabar com a dúvida sobre qual tipo de lavagem é o ideal para cada situação. Equipado com sistema de inteligência artificial e conectividade Wi-Fi, o eletrodoméstico garante ao usuário a possibilidade de consultar o ciclo correto a ser aplicado de acordo com a roupa, cor e nível de sujeira. As informações são enviadas diretamente para o smartphone.

QDrive, da Samsung, à venda no Brasil — Foto: Aline Batista/TechTudo

Além disso, é possível deixar as blusas, calças e meias dentro do aparelho e programá-lo para que inicie o processo de lavagem em um horário que se encaixe no seu cronograma. Assim, o usuário evita chegar em casa horas depois do fim e encontrar as peças úmidas com cheiro ruim, por exemplo.

O eletrodoméstico ainda avisa quando é hora de limpar o tambor e grava os ciclos mais utilizados pelo proprietário. A fabricante garante que a máquina é capaz de lavar até 5 kg de roupas em 39 minutos, o que deve reduzir o consumo de energia. O preço sugerido da Lava & Seca QDrive é de R$ 5.699.

Ar-condicionado com Wi-Fi

O Split Digital Inverter Frio Wind Free é outro aparelho conectado da Samsung disponível para comprar no Brasil. O ar-condicionado conta com conexão Wi-Fi e pode ser programado à distância, via aplicativo de celular, para ligar ou desligar. Outra possibilidade é alterar as configurações do aparelho mesmo estando fora de casa.

Além disso, o usuário pode monitorar a temperatura ambiente e o conumo de energia em tempo real. A característica pode ser interessante para uso corporativo ou para quem não quer passar calor quando chegar em casa.

Samsung Digital Inverter Frio Wind Free traz display com temperatura e pode ser controlado pelo celular — Foto: Divulgação/Samsung

O eletrodoméstico promete ainda economizar até 72% de energia em relação aos aparelhos tradicionais, além de manter a temperatura ambiente sem precisar desligar e ligar. Segundo a fabricante, isso o torna mais silencioso que os demais modelos de ar-condicionado. A Samsung afirma ainda que o equipamento é capaz de reduzir as bactérias e os vírus em até 99%, capturando o pó contaminante e perigoso no ambiente, além de alérgenos. O valor sugerido é de R$ 2.999 para a versão de 9.000 BTU/h e R$ 3.399 para o modelo de 12.000 BTU/h.

Câmera smart

Omna 180 HD — Foto: Divulgação/D-Link

Uma das opções para brasileiros de monitorar a casa ou escritório por meio de dispositivos móveis é a câmera Omna 180 Cam HD, da D-Link. O dispositivo, que funciona de forma integrada com a tecnologia AppleHomeKit, apresenta lente grande-angular de 180° com visão noturna, tem microfone alto-falantes integrados e filma em resolução Full HD (1920 x 1080 pixels). Equipado com sensor de movimento, o aparelho emite alertas para o dono da propriedade e grava sempre que um movimento é detectado, com a opção de fazer vídeos dessas situações. A câmera de segurança está à venda por R$ 1.099 por aqui.



Por Taysa Coelho, para o TechTudo



Fonte: Tech Tudo

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Chrome 70 vai 'quebrar' centenas de sites; entenda

Nova medida de segurança vai derrubar sites com certificados inválidos

O Chrome 70, próxima versão do navegador do Google, poderá significar o fim do funcionamento de vários sites na web. A partir da atualização marcada para o dia 16 de outubro, o programa acusará alertas de perigo ao tentar abrir páginas com certificados HTTPS inválidos, emitidos pela Symantec. A medida de segurança visa conter a exposição de sites fora dos melhores padrões de confiabilidade e que possam apresentar riscos ao usuário.

Embora já tenha havido um grande processo de migração para certificados aceitos, ainda há muitos endereços da Internet com a possibilidade de serem barrados pelo Chrome 70. Segundo um levantamento realizado pelo pesquisador Scott Helme, mais de mil entre os primeiros um milhão de sites mais acessados nos Estados Unidos estão com certificados inválidos. Não se sabe quantos sites brasileiros podem ser impedidos pelo Chrome.

Chrome 70 será mais rigoroso e deve começar a emitir mais alertas de perigo — Foto: Melissa Cruz/TechTudo

Certificados HTTPS funcionam como uma espécie de chave para a conexão segura entre o computador do usuário e o site conectado. Por meio dessa garantia, o navegador sabe que a página é confiável e carrega as informações sem oferecer perigo. Quando isso ocorre, a barra de endereços exibe um cadeado, o nome do site ou a inscrição "Seguro", conforme o navegador.

Os certificados são emitidos por empresas como a Symantec, responsáveis por avaliar os parâmetros de segurança do website e conceder o padrão de autenticidade confiável por todos. Uma relação de confiança entre essas empresas e fabricantes de softwares de navegação, como o Google, assegura que o usuário possa navegar pela web com perigo reduzido de ter seus dados interceptados.

Desde 2017, o Google passou a considerar problemáticos os certificados da Symantec emitidos até junho de 2016. A Gigante da Internet identificou riscos em sites autenticados pela empresa e alertou administradores de sites para abandonar os certificados e trocar por novos.

HTTPS sem marcação de segurança

Além de alertar sobre sites com certificados da Symantec, o Chrome 70 irá implementar outra mudança importante para sites com HTTPS. Pela primeira vez, o navegador não irá mais marcar páginas como segurasapenas por contar com a criptografia na conexão. A partir da atualização, sites com HTTPS não serão destacados de maneira alguma e, por outro lado, todos os sites com conexão HTTP (sem criptografia) serão marcados com o aviso "Não seguro".

A mudança também pretende diminuir a confusão sobre o propósito do HTTPS. Conexões do tipo garantem preservar a comunicação entre o computador do usuário e o site visitado, mas não é capaz, por si só, de prevenir golpes. Crimes online costumam, por exemplo, enganar vítimas com links falsos e redirecioná-las a para outro endereço. Nesses casos, a única garantia que o HTTPS fornece é de segurança da conexão entre o aparelho e os servidores do hacker.



Por Paulo Alves, para o TechTudo

Fonte: Tech Tudo

Processadores Intel de 9ª geração: quatro coisas que você precisa saber

Os Core i9 9900K, i7 9700K e i5 9600K de 9ª geração são indicados para gamers e usuários exigentes; conheça os destaques do lançamento

A Intel revelou as especificações dos processadores Core i9, i7 e i5 de 9ª geração, nesta segunda-feira (8), em um evento de lançamento em Nova York. Protagonista da ocasião, o Core i9 9900K foi apresentado pela fabricante como o "melhor processador para jogos do mundo". Sua ficha técnica inclui oito núcleos e 16 threads, além de clock de 3.6 a 5.0 GHz – frequência que só deve ser possível com dois núcleos ativos.

Os outros dois novos modelos são os Core i7 9700K e Core i5 9600K. Vale lembrar que os componentes são baseados na microarquitetura 14nm++, a mesma usada nos chips Coffee Lake de oitava geração. Para reunir os detalhes das novidades, o TechTudo preparou a lista a seguir com quatro destaques dos processadores, inclusive preço e data de início das vendas.

Processadores Intel de 9ª geração: quatro coisas que você precisa saber — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

1. Perfomance

A Intel apresentou três processadores da linha Core de 9ª geração: os i9, i7 e i5. Como é esperado em atualizações, todos os modelos prometem ganho em desempenho em comparação com os chips anteriores, da 8ª geração. Apesar disso, a novidade pode ser considerada como um refinamento do processo de arquitetura em 14 nanômetros disponível desde a 5ª geração de processadores, que foi lançada em 2014.

Os componentes de 2018 usam a microarquitetura 14nm++, que é a mesma adotada nos Coffee Lake de oitava geração. Por isso, no geral, os chips são uma atualização desses modelos – ou seja, podem ser chamados de Coffee Lake Refresh. Em relação às mudanças, os novos Core i9 e o Core i7 oferecem oito núcleos – número superior em comparação aos componentes antecessores que conta com o máximo de seis núcleos.

Intel revela processadores Coffee Lake Refresh com ficha técnica poderosa — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

O destaque da linha é o Core i9 9900K, que chega com a promessa de ser um dos chips mais poderosos da marca para PCs. A CPU é a primeira para usuários finais a trazer oito núcleos, 16 threads – mais que a 8ª geração, de 12 threads – e capaz de atingir frequência de 3,6 GHz com máximo de até 5 GHz. Sua ficha técnica também conta com 16 MB de cache L3, TDP de 95W e GPU Intel UHD Graphics 630.

O Core i7 9700K tem oito núcleos, oito threads, frequência base de 3,6 GHz e clock máximo de 4,9 GHz – contra 4,3 GHz do processador antecessor. O Core i5 traz seis núcleos e uma velocidade de clock de até 4,6 GHz. Para fins de comparação, o Core i5 da 8ª geração era equipado com quatro núcleos e uma velocidade de clock de até 4,2 GHz.

Com o anúncio da 9ª geração de 14 nanômetros, a fabricante adia mais uma vez o lançamento de processadores de 10 nm. A previsão é de que a tecnologia apareça somente na 10ª geração de processadores da Intel em 2019.

2. "Melhor processador para jogos do mundo"

Segundo a fabricante, o i9 9900K entrega a melhor perfomance para games do mundo. O chip promete até 220 FPS (frames por segundo), para desempenho avançado ao rodar um jogo ou um vídeo de alta qualidade. Nos testes da Intel, o componente alcançou até 309 FPS no Rainbow Six: Siege, até 224 FPS no Fortnite, até 440 FPS no Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO) e até 221 FPS no PlayerUnknown Battlegrounds.

Novo processador Intel — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

Ainda de acordo com a marca, graças à tecnologia Turbo Boost, os jogadores podem aproveitar seus games com até 10% mais de FPS em comparação com a geração anterior, além de ter desempenho até 37% melhor do que com um PC de três anos atrás. As marcas de PC gamer que devem adotar os processadores da 9ª geração incluem Lenovo Legion e Dell Alienware, por exemplo.

Além do público gamer, o chip também pode ser indicado para profissionais de criação e designers. A empresa afirma que, com os novos chips, as edições de vídeos no Adobe Premiere Pro devem ficar até 34% mais rápidas em relação aos componentes antigos. Embora os números sejam promissores, é importante ressaltar que só é possível comprovar o desempenho na prática após os testes e benchmarks.

3. Segurança

Desde o início de 2018, diversas falhas de segurança em processadores da Intel foram divulgadas por especialistas. As vulnerabilidades mais conhecidas, sem dúvidas, foram as Spectre e Meltdown, que permitiam ao hacker usar recursos do sistema operacional para ler espaços protegidos de memória. Após a polêmica, a Intel prometeu atualizações de software e hardware para corrigir os problemas e proteger os usuários.

Caixa do Intel Core i9 de nona geração — Foto: Anna Kellen Bull/TechTudo

Os processadores de 9ª geração, portanto, também chegam com a missão de serem os primeiros com mudanças de hardware para resolver as falhas de segurança. A Intel afirma que os chips estão protegidos contra as vulnerabilidades Spectre, Meltdown e L1FT, graças a uma combinação de mudanças no design do hardware em conjunto com atualizações de software e microcódigo. Infelizmente, outros detalhes sobre as mudanças estruturais não foram detalhados.

4. Preço e disponibilidade

Os novos processadores Core i9 9900K, i7 9700K e Core i5 9600K já estão disponíveis na pré-venda, com preços de US$ 488, US$ 374 e US$ 262 (cerca de R$ 1.830, R$ 1.406 e R$ 982, em conversão direta e sem impostos), respectivamente. Vale lembrar que o lançamento é global e os chips devem chegar às prateleiras das lojas no próximo dia 19 de outubro.

Por Anna Kellen Bull, de Nova York

Fonte: Tech Tudo

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Facebook diz que descobriu falha na segurança que afeta quase 50 milhões de perfis

Brecha aconteceu em código da funcionalidade "Ver como", que mostra ao usuário como o perfil dele é exibido para outras pessoas.

Rede social anunciou brecha de segurança e afirmou que está investigando o caso. — Foto: REUTERS/Dado Ruvic

O Facebook anunciou nesta sexta-feira (28) que descobriu uma falha na segurança que afetou quase 50 milhões de perfis. O problema foi descoberto na última terça (25).

A empresa diz que as investigações sobre a falha ainda estão no início, mas que já está claro que o ataque explorou uma brecha no código relacionada ao recurso "Ver como", que mostra ao usuário como o perfil dele é exibido para outras pessoas.

"Estamos levando isso extremamente a sério e vamos informar a todos o que acontece e que ações estão sendo tomadas para proteger a segurança das pessoas", disse a empresa, em comunicado.

A brecha permitiu o roubo de tokens de acesso ao Facebook, que funcionam como chaves e permitem que os usuários permaneçam online sem a necessidade de digitar a senha toda vez que acessam a rede social.

"Nós também invalidamos os tokens de quase 50 milhões de contas que sabemos que foram afetadas, para torná-las seguras novamente. Por precaução, nós também invalidamos acesso a tokens de outras 40 milhões de contas que usaram a funcionalidade 'Ver como' no último ano", dizia o comunicado.

O Facebook informou que, como resultado das ações tomadas para solucionar o problema, cerca de 90 milhões de pessoas ao redor do mundo precisarão logar novamente à rede social. Depois, receberão uma notificação no topo do Feed de Notícias explicando o que aconteceu.

"Como nossas investigações estão apenas começando, ainda temos que determinar se essas contas foram mal utilizadas ou se alguma informação foi acessada".

A empresa disse que a funcionalidade "Ver como" está temporariamente desativada enquanto é feita uma análise de segurança e a investigação está em andamento. O Facebook lamentou o ocorrido.

Fonte:Tech Tudo